quinta-feira, 10 de setembro de 2009

Saiam, e façam muitos amigos! Mt 28:16-20


Jesus escolheu espalhar seus ensinos fazendo amigos, ensinando a eles o que aprendeu com o pai. Os últimos dias que passou na terra foi assim:

Maria madalena e a outra Maria quando deixaram o sepucro onde devia estar o corpo de Jesus e correram para dizer aos discípulos o que ouviram do anjo que estava sentado na pedra que fechava a entrada do sepulcro. O sepulcro estava aberto. As Marias estavam cheias de uma mistura de medo e alegria com o que ouviram do anjo. Ele lhes disse: “Ele não está aqui! Ressuscitou! Enquanto corriam, viram Jesus que vinha ao encontro delas. Elas foram para ele e o abraçaram, jogaram-se aos seus pés, e o adoraram.

Jesus disse: “Não tenham medo, digam aos meus amigos que eu estou esperando por eles na Galiléia, lá no monte.” Então os amigos de Jesus viajaram para o monte da Galiléia. Esperaram por ele ali com tinham combinado. Quando eles viram Jesus, correram para ele e o abraçaram, mataram a grande saudade e acalmaram a dor no peito, pelos três dias de dor e confusão que passaram enquanto Jesus fora preso, torturado, humilhado e morto. Eles ficaram juntos, e se acalmaram ouvindo o mestre Jesus, que lhes falou: “Deus me deu todo o poder no céu e na terra e eu dou este poder a vocês. Em meu nome vocês falarão uma nova linguagem, curem os enfermos colocando sobre eles as suas mãos e mandem embora os espíritos do mal.”

E Jesus continuou: ”Eu vou mandar o consolador o Espírito Santo meu ajudante, ele vai dar capacidade para vocês fazerem tudo, para que fiquem mais perecidos comigo. Esse poder especial do Espírito Santo é para que façam amigos, outros discípulos como vocês em todas as nações, e ofereçam a eles os ensinos que eu dei a vocês. Façam isto tanto na nossa terra, como nas terras que ficam mais perto e até às terras muito mais distantes e longínquas, o confins da terra.”
Enquanto dizia isto Jesus foi subindo bem alto na frente deles até que uma nuvem o cobriu, assim Jesus voltou para o Pai.


sábado, 1 de agosto de 2009

Entrevista de D. Bacia por D.Carranca no Programa da TV Águas Claras


(Música de abertura: som de muitas águas mixado junto com a música de Jornal Nacional da Globo)


Carranca - Bom dia, toda a comunidade de água potável do Estado, córregos, rios e seus afluentes, quedas d’água, cachoeiras, lagoa e riachos, estamos aqui para mais um programa da nossa TV Águas Claras. Pela Educação, sustentabilidade e preservação da água do planeta.

Recebemos aqui no nosso aquoso estúdio, a presença de uma figura quase folclórica da comunidade ribeirinha e que está se destacando na luta pela preservação da água. É com o som de muitas águas que vamos receber aqui: Dooooooona Baciiia! (Som de muitas águas é uma dinâmica que todos que estarão assistindo a peça serão convidados a participar, que é o som do estalar da língua dentro da boca aleatoriamente. Quanto mais rápido e mais forte, todos juntos faremos um som parecido com o de muita água caindo, chuva ou cachoeira)


Carranca - É um prazer ter figura tão popular e simpática, para a comunidade ribeirinha aqui em nosso Studio.
Bacia - O prazer é meu Dona Carranca, ser entrevistada por figura quase mitológica. Fico Lavada e banhada de alegria.
Carranca - Vamos lá D.Bacia: Quando é que a senhora começou a se interessar pela preservação da água?
Bacia- Ao longo dos anos eu comecei a observar que a paisagem nos rios estava diferente, a vegetação mudou, o rio alargou, os peixes diminuíram, até a cor de alguns rios mudou, alguns eram cristalinos hoje estão barrentos, então pensei: o que será que uma bacia de alumínio como eu pode fazer pelo seu lugar?
Carranca - Foi assim então que a Sra. virou uma militante pela preservação da água?
Bacia - Pra começar D.Carranca, Eu sou uma Bacia! E como sou de alumínio eu sou muito durável e Já passei por todas as beiras d’água sergipanas que a senhora possa imaginar. De mão em mão, de roupa em roupa, acabei conhecendo bem a minha Xará: bacia hidrográfica.
Carranca - Interessante, agora me responda Dona bacia, me explique: O que é uma Bacia hidrográfica?
Bacia - Pois não, Bacia hidrográfica é a porção de terra banhada por determinado rio e seus afluentes! A palavrinha hidro, é de água, sabe? Uma bacia hidrográfica ou bacia de drenagem é o conjunto de terras que fazem o escoamento das águas que caem dos lugares mais altos para esse curso de água. É uma área geográfica e, como tal, mede-se em km².
Carranca – D Bacia, eu sempre tive curiosidade de saber, de onde vem as águas?
Bacia – As águas vem do nosso subsolo, armazenada durante milhões de anos nos aquíferos. As águas também vem das chuvas.
Carranca - A Sra. é uma sumidade mesmo não é D.Bacia? Agora me diga, e aqui em Sergipe existem muitas bacias?
Bacia - Seis minha cara, seis bacias, somos bem servidos de água D.Carranca
Carranca - A Sra. poderia nos dizer D.Bacia, o nome, dessas bacias?
Bacia - Pois não, D carranca, agora mesmo! são elas: Bacia do rio São Francisco, Bacia do rio Japaratuba, Bacia do rio Sergipe, Bacia do rio Vaza- Barris , Bacia do rio Piauí, Bacia do rio Real.
Carranca – E qual delas é a maior D Bacia?
Bacia – Sem dúvida querida a maior delas é a bacia Rio São Francisco, chamado o rio da integração nacional por que sua bacia compreende quatro estados da federação: Minas Gerais, Bahia, Sergipe, Alagoas.
Carranca – Mas a Sra. é sabida mesmo não é D. Bacia, a Sra. podia me explicar melhor sobre o curso de água?
D Bacia – Claro , claro um rio é uma corrente natural de água que nasce e depois flui, anda, corre com continuidade e desemboca, termina.
D Carranca – A Sra. Falou nasce D.Bacia, um rio nasce?
D Bacia – É sim D Carranca, o nascimento do rio é quando as águas brotam do subsolo, os aqüíferos que nós já falamos antes, formando o curso d’água que é o rio, podem receber água que escoam das chuvas e também águas de outros riachos ou rios, aumentando o volume d’água daquele o curso.
Carranca - Mas como é que de repente a água começa a ir pro mesmo lugar D.Bacia?
Bacia – Com a ajuda do terreno, do solo da terra D.Carranca, é que a gente pensa que a terra é redondinha com a gente vê nos livro não é? Mas o chão, o solo ele tem partes mais altas e mais baixas e isso define para onde vai o curso d’água sempre do lugar mais alto para o mais baixo. Vamos fazer uma simples experiência D.Carranca.
Vamos pegar esse pedaço de papel e vamos dobrar em “V” colocamos um pouquinho de água e ela vai escorrer de inclinarmos um pouquinho para frente ela vai escorrer mais rápido. É o jeitinho do terreno, que define o caminho, o curso do rio, sempre das áreas mais altas para as mais baixas.
Carranca - A Sra. Falou que o rio desemboca, como é isso D.Bacia?
Bacia - Desembocadura é onde o rio termina, onde as águas do rios se derramam.
Carranca – E ele se derrama onde?
Bacia – O rio deságua ou desemboca no mar, no lago, lagoa ou noutro rio. Esta é a maneira natural de um rio acabar. Acontece que alguns rios estão acabando por falta de cuidado do homem.
Carranca – Não diga D.Bacia, o que é que ele fez?
Bacia – Poluiu, encheu os rios de esgoto sem tratamento e o pior de tudo desmatou, acabou com a vegetação que nasce às margens dos rios, chamadas matas ciliares, que protegem os rios. Sem a vegetação o solo deixa de ser poroso e absorver a água, quando chove a água escorre lavando abrindo fendas no solo e levando para o leito dos rios muitos sedimentos, areia pedra cascalho.

Carranca – E é isso que faz o rio morrer?
Bacia – D Carranca eu digo que ajuda, porque os sedimentos se acumulando no fundo dos rios, diminuem sua profundidade e alarga suas margens, esse fenômeno é chamado de assoreamento. Que causa enchentes e acaba por contribuir para a morte de um rio.
Carranca – D Bacia agora eu entendo ainda mais porque tem tanta gente se mobilizando a favor dos rios, é que se rio acaba, a água acaba, e como as plantas vão viver, os animais e principalmente as pessoas?
Bacia – E tem mais D.Carranca, a nossa energia elétrica vem das hidroelétricas que precisam de um rio para produzir essa energia renovável o Brasil é o terceiro país do mundo em aproveitamento de energia hidroelétrica ficando atrás apenas do Canadá e EUA, então a gente tem que cuidar bem dos nossos rios.
Carranca – Energia renovável a Sra. poderia nos explicar melhor D Bacia?
Bacia – A energia renovável é aquela que é obtida de fontes naturais, são conhecidas pela imensa quantidade de energia que contêm, e porque são capazes de se regenerar por meios naturais. As centrais hidroelétricas aproveitam a energia dos rios para funcionar uma turbina que move um gerador elétrico.
Carranca – D.Bacia esse assunto parece a energia renovável é inesgotável uma coisa puxa outra e tem tanto a aprender, eu como membro da população ribeirinha do São Francisco estou encantada com sua entrevista e breve a convidarmos outra vez para outros papos D Bacia. (Música de abertura, som de muitas águas mixado junto com a música de Jornal Nacional da Globo)

Bacia – Pois é D. Carranca o nosso criador o homem precisa preparar as futuras gerações para cuidar dos nossos recursos hídricos para que tenhamos vida próspera e longa no planeta!
Carranca – É por isso que estamos aqui D.Bacia, nós e este público maravilhoso de crianças, vamos abrir agora para as perguntas para D. Bacia.
Alguma pergunta?


Recadinho: Professor(a), Você pode adaptar e enriquecer essa pequena peça à realidade de sua Região, use também figuras, maquetes ou Datashow para ilustrar o que é ensinado. Seja ético e divulgue o site como fonte.
Um abraço!

UMA HISTORIA NOTA DEZ

Certa vez no conjunto dos números Naturais, o número “1”. estava fazendo uma agradável leitura, quando descobriu que as distâncias no universo são medidas em bilhões, anos luz e ainda leu que o sol é uma estrela de 5ª grandeza, um tamanho que nem sequer poderia imaginar.

Acabando sua leitura, ele estava se sentido um número tão pequenininho, sem valor algum diante de números tão grandes e tão importantes. Começou a sentir vergonha de si mesmo e se isolava dos outros companheiros do conjunto. Ele só conseguia conversar com o zero, um zero só, porque se este número estivesse acompanhado com outros números a sua frente, ele não abria a boca.

O Zero então começou a consolar o “1” para que ele parasse com essa bobagem e citou o seu próprio exemplo, pois o zero que está à esquerda do um, não se sentia sem importância por representar o nada, que vem antes do “1”, alguém tinha que fazer este papel importante para a Matemática.

O número “1” deu razão ao Zero e começou a levantar a cabeça.

- Eu tenho muito valor! Eu sou o número “1”, o primeiro que surgiu e deu origem a todos os outros números naturais

O primeiro lugar, o poli position, o primeiro da lista, primeiro lugar nas competições, nos vestibulares, nos concursos, eu sou um verdadeiro motivo de orgulho público!

O zero percebendo que ele estava exagerando deu-lhe um banho de água fria dizendo:

- Nem tanto assim amigo “1” você vale “1” e vale pelo que é, no conjunto dos números naturais”.

Ah o Número “1” não gostou não, e começou a esbravejar com o Zero:

- Está vendo só! Você está dizendo que eu sou pouco, eu não sou não ta!

Os outros números existem pois são adicionados a mim!

Quando o número “2” ouviu isto ficou irritado com o “1” e também quis se valorizar:

- Olha “1” você parece um reflexo, pois todo número multiplicado por você é igual a ele mesmo! Eu não... sou um par, um casal, a forma que a natureza une as criaturas para procriar, eu represento uma belíssima história de amor e de preservação da vida! Na história da Arca de Noé, os animais entravam de dois em dois! Adão e Eva, tudo começou com o dois!

Mal terminara de falar o Número “3” atropela:

- Eu é que represento a vida, a origem. O Criador de todas as coisas se expressa na trindade.

Os animais colocam seus ovos com três elementos básicos, a clara, a gema e a casca. As células têm membrana, núcleo e citoplasma. Eu sou o máximo! Pois ”1” é pouco, “2” é bom e “3” é demaaaaais!!”

Pensem, quando o número “4” ouviu isto também deu o seu pitaco:

– Meu caro três eu é que sou demais, pois eu sou o dobro de alguém que já é tudo de bom!

O Número Cinco todo certinho também respondeu ao “4”:

- De cinco em cinco a contagem do tempo se estabelece, e o tempo é muito importante, todo mundo quer mais.

– Sinto muito “5”, disse o “6” você esqueceu que o tempo também é contado de meia e meia hora, não queira todo esse mérito só pra você! Fora isto, eu sou o rei das feiras livres e supermercados. O meia dúzia aqui é muito popular entre as mulheres meu caro!

Quando o número sete ouviu da popularidade do seis, disse bem alto mostrando sua superioridade: Grande coisa!, eu sou o símbolo milenar da plenitude. Em hebraico, uma das línguas mais antigas que existe o sete significa pleno!

O número “8” entra na briga apelando para sua forma:

– Plenitude? Se for pra fazer analogia, me joga de lado e você vai ver o infinito!

Gente a situação já estava insustentável, todos queriam provar que eram melhores que os outros! Mas, quando o número “9” chegou, mudou o rumo da conversa e disse:

-Estou muito feliz, por ser quem sou, eu poderia me queixar por estar quase lá e vir antes do “10”, mas me vejo como o caminho necessário a ser seguido, me vejo como o final do processo de uma série de adições para chegar lá no “10”. Mas para isso é preciso não desistir, continuar, perseverar e é preciso dar mais um passo, aquenta! Insiste! Só falta “1”!

O Número “1” veio correndo:

– Alguém me chamou?, Alguém precisa de mim?

O Número Dez então conciliador e amigo diz ao “1”

- Todos nós precisamos de você!

e explicou:

- O conjunto dos números naturais é uma seqüência que começa com o zero e não tem mais fim, nós somos o resultado da adição de uma unidade, ao número anterior.

Entende que você está dentro de todos nós e nós, em outros números maiores e que isto não vai ter fim. Todos nós temos o nosso valor e a nossa importância. Até o zero que parece nada, é muito desejado e necessário, arrisco até a dizer que ele está na moda: Zero de caloria, Zero de gordura trans!

Finalmente o número “1” perplexo, entende o valor que existe em ser o que é. E diz ao dez:

- “10” você, nos ajudou a entender o valor de cada um no conjunto, no todo, eu lhe sou muito grato! Agora entendo o porquê de você ser exatamente o que é, você avançou e chegou lá , seu entendimento é maior do que o meu. Mas agora não sou somente eu que estou contido dentro de você, me sinto “10” também, pois como disse o “9” tive a honra de participar do processo.

- Parabéns “1” Nota “10” pra você!!!

DEZ( Letra da música Dez)

Dez, amizade é dez, alegria é dez, dez é tudo de bom!

Dez é pra quem amar mais!

É pra quem criar mais, e pra quem sonhar muito mais!

Querer ser dez é vencer barreiras e superar-se, dar o seu melhor.

Dez é somar amor, multiplicar perdão e dividir a paz.

Dez, amizade é dez, alegria é dez, dez é tudo de bom!

Dez é pra quem amar mais!

É pra quem criar mais, e pra quem sonhar muito mais!

Querer ser dez é segurar a mão do outro e seguirmos juntos,

Dez é somar amor, multiplicar perdão e dividir a paz.


DISSÍLABOS: FOCA


FOCA NASCE LINDA FOFA

PELO BRANCO COMO NÚVEM

QUANDO CRESCE PERDE PELO

BRILHA PELE LISA CINZA

FOCAS, GOSTAM D´ÁGUA FUNDA

BRINCAM, PULAM, PEGAM ONDAS

FOCAS DEVEM FICAR FORTES

CAÇAM PEIXES, COMEM MUITO

NENÊS FOCAS SEMPRE MANSOS

DELES CUIDAM MAMÃES FOCAS

FOCAS LUTAM PELA VIDA

QUANDO BRAVAS FOCAS BRIGAM

BEBÊS FOCAS FICAM JUNTOS

QUANDO MAMÃES FOCAS CAÇAM

MAMÃES VOLTAM, OUVEM LOGO

BEBÊS FOCAS CHORAM ALTO

HOMENS CAÇAM BEBÊS FOCAS

COMO CAÇA MUITO RARA

OUTROS BICHOS TAMBÉM GOSTAM

ORCAS CAÇAM MUITAS FOCAS

ORCAS COMEM SENTEM FOME

HOMENS MATAM PELA PELE

FOGEM LENTAS PELA PRAIA

ALÇAM VÔO DENTRO D´ÁGUA

FOCAS NADAM MUITO TEMPO

QUANDO CANSAM PARAM TUDO

DOÇE PRAIA VIRA CAMA

DORMEM SONHAM NOSSAS FOCAS

MARES FUNDOS, MUITO GELO

TUDO ISSO FOCAS GOSTAM

MACHOS VENCEM OUTROS MACHOS

FICAM JUNTAS, GRANDES BANDOS

FOCAS NADAM PELO MUNDO

NUNCA FALAM INGLÊS, FRANCÊS

FOCAS FALAM OUTRA LÍNGUA

FOCAS FALAM, FOQUÊZ!

O BOI E O SOL

TOM

É

UM

BOI

QUE

FOI

AO

CÉU,

TEM

LUZ

A

LUZ

DO

SOL

E

TOM

FOI

VER

O SOL.

ELE

O

SOL

NO

CÉU

E

DIZ:

- EI SOL!

- QUEM ÉS?

- EU SOU O TOM.

- QUEM?

- TOM, O BOI!

- UM BOI?

- É!

- BOI VEM PRO CÉU?

- NÃO SEI.

- SÓ SEI QUE EU VIM!

TU ÉS SÓ LUZ ?

- SIM TOM, EU SOU

- E TU TENS SOM?

- NÃO TOM.

VI DE LÁ, QUE TU ERAS SÓ E VIM TE VER.

- TU ÉS BOM, EU ERA SÓ SEM TI?

- EI TOM! VI DE CÁ QUE TU NÃO TENS LUZ. MAS...TU, TENS SOM?

- SIM SOL!

- FAZ TEU SOM

- TÁ BOM: MOOOOOOOOO!

- O TEU SOM É BOM TOM!

- É, EU SEI

- EI SOL!?

- SIM TOM

- TU NÃO TENS SOM, MAS TENS COR!

- SIM TOM, COR E TONS, QUE TAL??

- TUA COR E TEUS TONS, SÃO BONS DE VER,

MAS... A LUZ, AI AI AI !, VOU TER QUE IR.

- MAS JÁ?

- SIM EU JÁ VOU! SE NÃO FOR ...SEI LÁ! EU SOU UM BOI!

TU VÊS BOIS NO AR?

- NÃO TOM!

- NÃO TEM BOI NO CÉU SOL!...SÓ EU!

- AH NÃO VÁ! EU TE DOU LUZ, QUE TAL?

- NÃO SOL A LUZ É TUA,

- MAS É BOM DAR!

- NÃO SOL, BOI NÃO TEM LUZ

TU ÉS BOM SOL, MAS EU VOU SIM TÁ?!... TCHAU!

E

TOM

SE

FOI,

E

O

SOL

QUE

ERA

SÓ,

É

SÓ.

UM SANTO VISITOU MINHA ESCOLA



Certa vez, quando eu era menino, a escola em que eu estudava se preparou durante vários meses para receber a visita de uma autoridade religiosa. Ele era popularmente chamado de “Homem Santo” e ficou mundialmente conhecido pelo seu envolvimento em questões ambientais.
As salas de aula foram enfeitadas com os trabalhos feitos pelas crianças, sobre a natureza, solidariedade, preservação da Mata Atlântica, da Amazônia, bem como a fauna e flora típicas do nosso país. Toda a nossa comunidade escolar trabalhou até durante os finais de semana que antecederam a visita do tal homem.
As professora de música, Tia Clara Raquel, preparou as apresentações durante vários meses; duetos, tercetos, corais com todas as salas juntas, músicas instrumentais, enfim, estava tudo no maior capricho.
Um painel havia sido encomendado a um grande artista plástico, James Alves Martins, simbolizando a paz e a preservação do meio ambiente. Ficou lindíssimo e enfeitou ainda mais a quadra poliesportiva reformada, onde aconteceria o evento.
A diretora, os coordenadores e professores, estavam especialmente nervosos, revendo os detalhes, pois nada deveria passar despercebido, para que nossa escola causasse a boa impressão esperada ao homem importante que iria chegar.
No dia e horário previstos, um veículo estaciona à frente da escola. Eu observava de longe, com minha expectativa naturalmente curiosa de criança, para ver tão ilustre visitante. Quando as portas do veículo se abriram, várias pessoas desceram e eu reconheci um político, dois, três, todos de terno e gravata, alguns religiosos vestidos a caráter e... “cadê o homem?”
De repente, vestindo uma camiseta bem larga branca, alto, careca, com cavanhaque branco que contrastava com sua pele morena, jeans, e sandálias de couro nos pés, desce solene e sorridente da Van o “Homem Santo”. Mas onde estava a roupa elegante que me disseram que ele usaria? Seria ele mesmo?
Definitivamente ele não tinha a aparência que eu imaginara, e pelas caras que eu pude observar, eu não era o único a ficar surpreso. A confirmação veio quando vi os cumprimentos da diretora da escola, procurando as palavras, pois havia se preparado para demonstrar o respeito que a ocasião requeria, através de muita formalidade, mas esbarrou no sorriso, acompanhado de um forte abraço, daquele homenzarrão, ficando portanto sem palavras.
Do pátio mesmo, a visita oficialmente começou onde haviam montado um pequeno palco. Muita música, os corais mirins se apresentavam, muitas homenagens, presentes lhe eram entregues. E finalmente foi executada por todos os corais juntos, de Beto Guedes “O sal da terra”, a música que inspirara o artista a pintar o painel da quadra, inaugurada para os jogos da primavera.
Finalmente chegara a hora esperada, quando o ilustre homem iria fazer um discurso. A diretora com honra lhe passou a palavra. Ele pegou o microfone e começou seu discurso com a seguinte frase: “sou um homem de poucas palavras” e continuou:
“Acho importante que todas as escolas se preocupem com o meio ambiente. Mas crianças vejam bem, cá entre nós, costumamos falar de coisas tão distantes de nós, não é verdade? É a camada de ozônio, lá longe, acima da atmosfera, é o desmatamento lá na Amazônia, mas quero que pensem, a partir de hoje, no meio ambiente como algo bem próximo de vocês e façam a si mesmos esta pergunta: “O que eu posso fazer aqui e agora?” Tragam a visão mais para perto, como num binóculo que a gente vê tudo mais pertinho; Façam seleção de lixo, em casa; usem suas bicicletas com orgulho porque elas não poluem o meio ambiente e exercitam o corpo e mente de vocês; lembrem aos seus pais para não comprarem produtos que contenham CFC, um composto químico que destrói a camada de ozônio; Não joguem lixo nas praias, levem um saquinho para recolher o seu lixo tá bom?
Escrevam para o prefeito incentivando – o, dando sugestões e pedindo mais compromisso com o meio ambiente.
Com estas breves palavras ele encerrou o seu discurso e disse estar ali muito mais para ouvir do que para falar.
Nós alunos ficamos muito aliviados, mas a diretora ainda com a cara meio aflita, pensando certamente o que faria agora neste espaço de tempo sobrando.
O homem pareceu perceber a agonia de todos e resolveu amenizar dizendo:
- Posso conhecer a escola mais de perto? Começava então uma peregrinação pela escola impecável, sala após sala. A diretora parecia que ia explodir de tanto orgulho quando o homem mostrava apreço por tudo que via!
Mas, para surpresa de todos, o homem percebeu a horta de seu Jonas. Um lugar separado por um portão dos demais espaços da escola e que não era para ser notado. Os entulhos eram colocados ali, carteiras quebradas e o resto das reformas. Havia também um sapotizeiro tão alto que ninguém conseguia alcançar seus frutos e que trazia bastante sombra ao local. À sombra do sapotizeiro, seu Jonas resolveu fazer uma hortinha; hortaliças como coentro, cebolinha, alface, couve e pimenta malagueta, para enriquecer o almoço dos funcionários de dois turnos, que geralmente almoçavam na escola.

O “Homem Santo” perguntou à diretora o que pretendia fazer daquele lugar. Ela respondeu que estava esperando uma verba para então transformar aquele espaço em um laboratório de ciências. Foi quando o homem desafiou a diretora a perceber que ali já existia uma sala de aula a céu aberto, cheia de vida, cor, aromas, terra fértil, pequenos insetos e animais, coisas que atraem as crianças e mesmo sem muitos recursos aquele lugar poderia ser usado pela comunidade escolar para diversos fins.

Ele pediu para que o portão fosse aberto, arregaçou as mangas e começou a limpar o espacinho que sobrou da natureza na escola.
As ações daquele homem nos mostraram na prática, que um santo é, acima de tudo, um transformador. Acredita que a lama, a sujeira e a terra, devidamente cuidadas, geram vida e que um homem de Deus, deve encontrar os lugares doentes e escuros do mundo e levar ali a luz, saúde, esperança e vida.
Nosso homem Santo se foi depois de retirar os "entulhos" da nossa escola, deixando-nos mais ar e luz. Toda a escola passou a amar e cuidar daquele lugar carinhosamente.
Escolhemos um nome, num concurso interno em que todos os que faziam a escola puderam participar e votar. O vencedor, foi o nome escolhido por “Rato”, um colega que praticamente morava na escola, que conhecia todos os seus cantos e recantos e que amava a leitura. O lugar passou a se chamar Jardim do Éden, fazendo uma referência ao Éden bíblico o lugar onde Deus falava com o homem face a face .
Toda escola deveria ter um lugar onde se pudesse ver o céu; toda escola deveria ter um lugar onde se refugiassem todos os que estivessem tristes e então pudessem mexer com a terra, plantar, regar a horta, colher, comer, acompanhar o crescimento das plantas. Onde houvesse quem sabe, um jardineiro, homem simples, descomplicado como seu Jonas, que aos olhos dos sábios nada sabe, mas que sabe fazer do nada, nascer um jardim e isto é muito precioso.

Aquele lugar teria o seu próprio tempo, pois não estaria submisso a prazos, diários de classe ou burocracia qualquer. Neste lugar, o tempo é o tempo de maturação do fruto, o tempo do germinar das sementes e do farfalhar das folhas.

Discurso Fúnebre: Homenageado: General Austárquio Bezerra



Naquele inverno chuvoso, soldados desfilam pomposos durante solene velório. Aquele mórbido evento solicitava demoradas homenagens: espadas brilhantes enfileiradas, atiradores lançavam bonita fumaça enquanto disparavam. Elitizada artilharia, demonstrava poderoso treinamento bélico, honrando importante defunto.

Merecidas homenagens! comentavam unânimes companheiros combatentes. Ilustríssimo General Austárquio Bezerra, politizado, pacificador mundialmente conhecido, praticava crédulo incansável, justiça social, enquanto Democrata Republicano

Momento difícil, submissos soldados, sargentos, tenentes costumavam intitularem-se: Patentes Austarquianas, gracejavam respeitosamente enquanto passava amado General.

Existência secular, tornou-o tolerante, acessível, próximo. Aparentemente sisudo, entretanto conservava ternura enquanto falava. Doava-se ensinando, refletindo experiências próprias. Austárquio declarava constantemente: “Morrerei protegendo fronteiras interiores soberanas, pensamento independente”.

Outrora tivera humilde infância, silenciosa, enquanto acompanhava-o ríspido padrasto, tornara-se criança entristecida, durante infeliz época, portanto, falava pouquíssimo. Acontecendo posteriormente encantadora velhice, aprendeu extraordinária sabedoria. Liberando antiga amargura, automaticamente liberou também, enriquecedora linguagem. Morrera lúcido, levando consigo precioso centésimo – décimo aniversário comemorados conjuntamente familiares, amigos, colegas militares, formando multidão conquistada devido amorosa generosidade.

Figura pública apaixonante venerava setembros. Desfilava anualmente. Aquele honrado Militar, agora emocionava companheiros naquele derradeiro desfile. General Austárquio Bezerra deixou-nos saudosa existência terrestre, continuando certamente vívido combatente celeste.

Incontáveis lembranças povoarão a memória daqueles destemidos colegas militares, guerreiros rendidos, mediante vontade Divina.