domingo, 29 de abril de 2012


O SÍTIO DO GALO MEMO - CORA SCHUELER
Choveu logo cedo, a terra tem um cheiro bom. O galo Memo canta e a vida começa no sítio tranquilo com árvores grandes, caramboleiras, goiabeiras, mangueiras que dão sombra e frescor nos dias quentes. Memo é tão querido por seus donos Sr Juarez e Dona Carmem, que o sítio até leva o seu nome: “O Sítio do Galo Memo.”
Memo é um Galo forte e colorido casado com a D. Mema, casado mesmo!  Mema é uma galinha de capoeira que coloca ovos vermelhos. O casamento deles teve uma bonita cerimonia porque eles foram os primeiros animais do sítio e são muito queridos. 

No Sítio vivem: o cachorro Sultão, um pássaro preto, gatos, porcos, cavalos, ovelhas, bois, bem-te-vis, Beija-flores, micos, patos, cágados, jabutis, perus. Todos juntos fazem seus sons e seus filhotes alegram as crianças do sítio. Sr Juarez e D. Carmem cuidam com carinho de toda a bicharada.
O Memo é manso, mas também sabe ficar bravo. Ele fica em cima da árvore de tocaia, meio escondido entre os galhos e se um estranho se atreve a entrar, leva umas bicadas, ah! Isso leva.
 Os cachorros se alertam e começam a latir! até que o pacífico 
Sr. Juarez grita da janela, Calma Memo! Já estou indo, e fica tudo bem! 
O trabalho do Galo Memo é acordar a todos quando canta seu nobre: Có, Có, Có, Cóoooooooooooooooo pela manhã cedinho. Enquanto Memo canta, D. Mema continua no poleiro, chocando seus ovos. O sítio que esperava o canto do Memo para começar o dia, agora exala seus aromas: café, cuscuz, bolo de fubá, ovos mexidos e o pão com manteiga na chapa.
Depois de acordar a casa, Memo sai atento para trazer uma comidinha especial para sua Mema afinal, chocar uma ninhada demanda força e  paciência. Memo procura suculentas minhocas e outras coisinhas que as galinhas gostam. “Ela precisa se preparar para a chegada dos pintinhos” dizia Memo pra bicharada, cuidando de D.Mema com todo o mimo. 
Passados alguns dias, Memo e Mema perceberam o barulho das bicadas dos pintinhos nas cascas dos ovos e então diziam: “certamente desta noite não vai passar!”.
No dia seguinte todo sítio ficou em festa, os pintinhos amarelinhos saíram de suas cascas e piavam mudando o som do sítio, as crianças curiosas não viam a hora de pegar nos filhotinhos da D. Mema.

sábado, 28 de abril de 2012


ELE COMEU E BEBEU NA MINHA CASA  


“Ele me chamou!” Lembrava Mateus, enquanto comia peixe junto com os outros discípulos e se sentia parte de uma família. Mas nem sempre foi assim. 
A vida de Levi mudou de cobrador de impostos a discípulo, quando Jesus chegou perto dele, e disse: “Venha comigo!”. Levi deixou tudo que estava fazendo, e seguiu Jesus. Nas ruas onde ele coletava o pedágio, via Jesus passar, ensinando as pessoas sobre Deus. Os judeus desprezavam Levi e ele pensava que Jesus como judeu, nunca falaria com ele. Mas Jesus fazia o que agradava a Deus e não se importava com o que os outros diziam.  
Depois que Jesus fez amizade com Levi, muitas pessoas começaram a falar mal dele. Mas sabe o que Jesus fez? Não se importou, foi gentil e aceitou almoçar na casa de Levi uma comida especial que ele preparou para Jesus e seus amigos, a casa estava cheia de gente, quando Jesus disse aos judeus, que são os doentes que precisam de médico, e que ele veio convidar os pecadores para mudarem de vida. 
Jesus ensinou, que as pessoas quando fazem coisas erradas precisam de ajuda, como os doentes, e que não devem ser desprezados e sim cuidados até ficarem curadas. Jesus acolheu Levi que se tornou seu discípulo, mais conhecido como Mateus e que escreveu o primeiro livro do Novo Testamento na Bíblia.




Papai e Mamãe:Aproveitem essa história e conversem com sua criança sobre a aceitação e o respeito às diferenças, e que não podemos desprezar aquele que pensa diferente da gente, abordar o assunto com as crianças é facilitar seu preparo para o convívio social. Lucas 5:27-37




quinta-feira, 5 de abril de 2012

JESUS MINHA PÁSCOA, MEU AMOR, MINHA VIDA





Naquela época, estou falando do primeiro século depois de Cristo, todo o Mundo Ocidental, era dominado por Roma, com seu sistema de leis e de comunicação que era viabilizado por suas estradas, literalmente todos os caminhos levavam a Roma. A religiosidade e cultura influenciadas pela Grécia, belicamente mais fraca e culturalmente fortíssima que marcaria não só a poderosa Roma, como a Cultura Ocidental para sempre.


O que os Gregos e Romanos, orgulhosos Senhores do saber e do mundo, não poderiam imaginar é que entre os seus dominados, entre a ralé, na pequena Judéia, nasceria um homem que impactaria o mundo, dividira a história sem força e sem violência, com a prática do bem e do amor. Poderoso em obras e palavras, confundia os sábios e entendidos, deixava a todos admirados com sua doutrina ao ponto de dizerem: “nunca vimos tal coisa !” e ainda: “Quem é este que até o vento e mar lhe obedecem?” Este é Jesus!!





Jesus Cristo andava fazendo o bem, ensina com excelência, conta histórias com temas simples do cotidiano dos que o ouviam. Ilustrava os seus ensinos com o que estava ao seu redor, “olhai as aves dos céus...”, “Pode por acaso um cego guiar outro cego no mesmo caminho?”.
Ele se compadecia, chorava, se alegrava em curar, surpreendia-se com a grande fé de alguns gentios à margem do poder religioso judaico, e a pequenez da fé dos religiosos que se diziam assentados na cadeira de Moisés. Diante da dúvida “Se queres podes curar-me” ele simplesmente disse: Quero!

Afirmava ser Deus o seu Pai, para quem ele de forma obediente adentrou à natureza humana, “nascido de mulher”, nascido sobre a lei”. Nasceu como homem, no tempo próprio, “na plenitude dos tempos”. Desenvolve um ministério de exatos três anos, cumpre tudo o que estava escrito ao seu respeito desde Moisés até os profetas.


O mestre Jesus, ensinou plenamente, além das palavras ensinou com a vida, deixou-se humilhar tomando forma de servo, tornando-se semelhante aos homens. Humilhou-se com o pior tipo de morte, a morte de cruz; e com ela se fez maldito por todo o homem.


Jesus 
"Havendo riscado a cédula que era contra nós nas suas ordenanças, a qual de alguma maneira nos era contrária, e a tirou do meio de nós, cravando-a na cruz. E, despojando os principados e potestades, os expôs publicamente e deles triunfou em si mesmo." (Colossenses 2:14-15)vence a morte. 


Ressuscita ao terceiro dia como havia dito que faria, e durante quarenta dias é visto por muitos irmãos. Consola os discípulos, come peixe com eles, trata de forma especial com Pedro e com Tomé. E por fim, lhes dá instruções sobre a descida do Espírito Santo que atuaria como ensinador, consolador e passa a habitar dentro do homem que crê, manifestando-se através de sinais sobrenaturais ilimitados, como sou limitada eu posso aqui citar alguns como: línguas estranhas, revelações proféticas, visões, entendimento das Escrituras Sagradas além da letra ou seja o que está por trás das palavras, transportar-se de um lugar para o outro em espírito.

Jesus volta para o seu Pai deixando muitos discípulos. Sem distinção de raça, cor, idade ou condição social. Ordenou-lhes que ficassem em Jerusalém até que do alto fossem revestidos de poder acontecimento descrito no livro de Atos dos Apóstolos, capítulo 2 e através da pessoa do Espírito Santo, enviado para tornar possível, na ausência corpórea de Jesus na terra, fazer multiplicadores capacitados no mesmo nível dos discípulos que Jesus fez, discípulos íntimos de seu mestre. Estes, disse Jesus, através do Espírito Santo poderão fazer coisas ainda maiores do que as que ele fez.


Ordenou-lhes ainda “Ide por todo mundo e pregai o evangelho a toda criatura... estes sinais seguirão aos que crêem, em meu nome, expulsarão demônios; falarão novas línguas; pegarão nas serpentes; e, se beberem alguma coisa mortífera, não lhes fará dano algum; imporão as mãos sobre os enfermos e os curarão.”


(Mc 16:15,17-18)

quarta-feira, 21 de março de 2012



A BOLA QUE FOI PRA LUA – Coracy Schueler

Era uma vez uma bola muito grande que se enche com uma maquininha. Ela era usada para enfeitar lugares bem grandes e morava numa loja de festas infantis. Ela estava lá há muito tempo para ser vendida, mas como era muito grande e branca, demorava a ser escolhida.
Do seu saquinho, ela olhava pela janela da loja à noite e pensava:
"Será que... se me encherem eu vou ficar bem grande que nem aquela bola branca que brilha lá do céu?". Às vezes também resmungava dizendo querer ser uma bolinha de aniversário, pois logo seria vendida, não importava a cor, porque ela branquinha e grande, não era muito popular.
        No finalzinho da tarde de uma sexta feira, quando ela já estava se preparando para viver mais um final de semana sem festas, uma velhinha muito alegre entrou na loja fazendo um barulhão. Ela queria comprar todo o estoque de bolas para a festinha do neto. Comprou e comprou e depois disse assim: "E aquela grande ali, eu quero também!".
A bola quase pula do saquinho para a bolsa da vovó e assim, finalmente saiu da loja para uma linda festa de aniversário de uma criança.
        No horário marcado as crianças começaram a chegar. Todas as bolas já estavam no lugar certinho, orgulhosas de estarem numa festa e a nossa bola grande e branca que fora cheia de gás também. Ela estava amarrada num dos cantos do salão de festas que era aberto e se podia ver o céu.
Era uma linda noite de luar e tudo estava correndo muito bem. As crianças brincavam, corriam pela grama e só pararam na hora de cantar os "parabéns". Todos cantaram, comeram, e depois de um longo tempo de muita correria e brincadeiras, a festa acabou.
As crianças foram para as suas casas, cada uma levando uma bola colorida. Mais uma vez abola grande se sentiu como na loja, pois ninguém poderia levá-la para casa; ela era muito grande e não cabia nos carros dos convidados. Mas, foi quando a vovó pegou uma tesoura, partiu o fio queprendia a bola branca grande e chamou o seu netinho para segurar. Ele achou o máximo aquela bolaflutuando no ar bem alto. Depois a vovó perguntou se ele queria ver algo muito especial e desafiou o neto:
- Solte a bola e você vai ver!
O netinho então soltou o fio que segurava a bola e ela começou a subir bem alto, lá pro céu, até o menino perder de vista. Ele então perguntou pra vovó:
-          Para onde ela foi, vovó?
-          Para a lua meu amor, para a lua!

terça-feira, 27 de setembro de 2011


Amados Claudinha e Marcelo, amigos de Jesus, meus amigos,
 fazendo amigos pelos confins da terra.

FAZENDO AMIGOS - Cora Schueler


Certa vez duas amigas estavam cheias de uma mistura de medo e alegria. Elas ouviram e viram um anjo.  “Por que vocês procuram entre os mortos aquele que vive?” Ele não está aqui! ... Enquanto corriam para contar aos outros o que tinham visto e ouvido, viram  Jesus que vinha ao encontro delas. Elas foram para ele e o abraçaram e choraram.
Jesus disse: “Não tenham medo, digam aos meus amigos que eu estou esperando por eles na Galileia.” 



Então os amigos de Jesus viajaram para a Galileia. 
Quando eles viram Jesus, correram para ele e o abraçaram, e ficaram juntos, mataram um pouco da saudade, até que se aquietaram para ouvi-lo. 

 “Deus me deu todo o poder no céu e na terra e eu dou este poder a vocês, falarão uma nova linguagem, nenhum perigo assustará vocês, curem os enfermos e  mandem embora os espíritos do mal. 


Eu vou mandar o meu ajudante o Espírito Santo, ele vai ajudar vocês em tudo, para que fiquem mais perecidos comigo. 


Esse poder especial do Espírito Santo é para fazerem amigos em todas as nações, e ofereçam a elas os ensinos que eu dei a vocês tanto na nossa terra, quanto nas terras que ficam mais perto e as terras muito mais distantes, até os confins da terra. 


Enquanto dizia isto Jesus foi subindo bem alto na frente deles, até que uma nuvem o cobriu, assim voltou para o Pai. Neste momento ouviram a voz de outro anjo: “Irmãos porque vocês estão olhando para cima assustados?, da mesma maneira que vocês viram Jesus subir, vocês o veram descer, ele vai voltar!
Jesus escolheu espalhar seus ensinos fazendo amigos. A fé e o amor não podem estar separados. Mateus 28

segunda-feira, 7 de março de 2011

A Minhoquinha Curiosa

(Cora Schueler)
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Certo dia, lá no fundo da terra, numa toca de minhoca, uma minhoca conversa com sua filhota. Uma minhoquinha pequenina que estava aprendendo os segredos da terra. A Minhoquinha é muito curiosa e quer saber o que acontece fora da terra também.
- E lá em cima o que tem?
- Ora filhota, lá em cima tem um monte de bichinhos, plantinhas verdes, o lugar se chama Jardim, enfeitado com flores e capim.
- Que mais?
- Tem um grilo cantante e que pula bastante, e uma borboleta cintilante.
  - E depois?
- Em cima do jardim tem o céu.
- O que é céu
- um lugar lindo, azul cheio de ar , com passarinhos a voar
- E quando é que chega o fim?
- O fim de que?
- Do céu se continuar subindo?
- O céu nunca acaba
- Ai quanta curiosidade!
- Me leva lá em cima e acaba a confusão!
- Vamos então filhota minhoca, está mesmo na hora de conhecer o que há lá fora.
- Eba!!!
A minhoca levou a filhota para fora da toca. A minhoquinha não sabia que o sol é tão forte e que o vento resseca. As minhocas enxergam de um jeito diferente, ela é sensível a luz do sol, por isso a minhoca levou para a filhota o filtro solar, óculos de sol e saíram as duas a se arrastar.
Finalmente a filhota viu o mundo fora da toca, conheceu o Sr. Grilo Cantante
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e a Borboleta Cintilante.
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A minhoca apresentou a filhota e a borboleta contou sua história com emoção de quem um dia foi lagarta e já se arrastou pelo chão.
A minhoquinha ficou encantada com a borboleta e então perguntou.
- Todo bicho que se arrasta vira borboleta? eu quero virar borboleta, ela é linda
- Não, Não filhota! você não vira borboleta não!
- Eu serei minhoca pelo resto da minha vida?
- Claro querida a terra precisa da gente, ser minhoca é muito importante. Nosso corpinho é feito para mexer a terra, transformamos a terra e tornamos o solo mais fértil, para que as sementes jogadas nela brotem e assim o jardim tenha sempre alimento para os grilos, borboletas e tantos outros bichinhos que dependem de nós.
- Não tinha idéia quanto é importante meu trabalho.
E assim voltaram as duas para a toca e a minhoquinha estava muito orgulhosa de ser minhoca.
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Fantoches de meia e EVA, bem como o cenário foram feitos por mim para a contação desta história.

sábado, 12 de fevereiro de 2011

CONTO DE FAMÍLIA




O garoto tinha 12 anos quando viajou com seus pais. Pessoas de muitos lugares costumavam passar a festa da páscoa em Jerusalém.
Quando a festa acabou se ouvia de longe o som dos que caminhavam de volta para casa, homens e mulheres falando, crianças correndo e brincando pelo caminho.
A família voltava para Nazaré, junto com tantas pessoas, que os pais não perceberam que ele tinha ficado em Jerusalém, eles pensavam que ele estava entre os viajantes.  Nem os conhecidos e parentes o viram. Seus pais voltaram a Jerusalém para procurar, e procurar até encontrar o menino. 


Três dias depois, José e Maria aliviados acharam o  filho, Jesus estava no templo, assentado e conversando com os mais velhos. Gente importante, todos admirados com sua inteligência, pois ele era gentil em ouvir e responder perguntas difíceis para uma criança.
Seus pais ficaram admirados e Maria falou: Filho, por que fez isso, seu pai e eu procuramos muito por você?  Jesus disse: “Estou cuidando das coisas do meu Pai.” Resposta difícil, ele estava falando do seu pai no céu e não de José, e seus pais não entenderam. Mas ao se levantar e ir com eles sem reclamar, nem fazer cara feia, mostrou obediência e amor aos seus pais daqui da terra. E assim Jesus crescia no coração e no seu corpo. Ele era uma criança amada de Deus e das pessoas que viviam junto com ele.


As crianças que são cuidadas aprendem a cuidar,   se amadas aprendem a amar, disciplina ensina a criança a organizar sua vidinha, aprende sobre limites, obediência  e amabilidade.  Lc 2:41-52